sábado, 28 de novembro de 2015

“Kosi ewe, kosi orixá”


Kosi ewe, kosi orixá”

Sem folha não há vida, sem folha não há Orixá, diz a tradição yorubá.

Se candomblé é o culto as forças da natureza, sem natureza não há o que cultuar.
Muito me agrada a questão que está sendo levantada a algum tempo em relação a ecologia no candomblé.

É realmente uma máxima que deve ser respeitada casa vez mais pelo povo de santo, afinal o despacho na natureza deve ser feita apenas por materiais que não iram agredir a natureza, assim estaremos evitando a agressão aos orixás.

Se existe a real necessidade de entregar um ebó na mata por exemplo, que se substitua o alguidar de barro por uma folha de bananeira. Todo orixa, inkise, vodum ira aceitar de bom grado, e no meu ponto de vista fica muito mais agradável aos olhos no quesito apresentação.

Velas e qualquer outro tipo de material utilizado em ritual deveram ser despachados no lixo.

Nesse sentido, compreender o equilíbrio entre a natureza e o candomblé, a divinização do elemento natural, representa um caminho fundamental na compreensão do comportamento ecológico africano antes da consciência ecológica globalizada. Porque no momento em que o ecosistema se findar, em que não existirem árvores, plantas, águas naturais e cristalinas, pássaros de múltiplas cores, deixará de existir o Candomblé. A religião dos escravos anda de braço-dado com a preservação ecológica. Por isso, para o povo do candomblé preservação ecológica deveria ser uma questão de fé. 

E você concorda com isso? 



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